quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Vírtua


Lembro-me de Dani, aquela safada que toda quinta-feira à noite tinha encontro marcado comigo no Skype. Ela caprichava nas poucas peças de roupa que usava nas nossas transmissões. Ela era meticulosa, nunca repetiu uma peça sequer de suas belas escolhas de lingerie. Nesse dia, em especial, ela decidiu vir toda de azul, sabendo que é minha cor preferida. Ela nunca tinha me mostrado até esse dia sua linda boceta. É, linda mesmo, de lábios carnudos que me deixaram fora de órbita quando a vi. Parecia que naquele momento, eu, que já tinha me deparado com tantas na vida, estava vendo uma xoxota pela primeira vez. 

A delícia maior, entre nós dois, era o telefonema antes da transmissão. A voz macia de Dani era um perfeito paradoxo com a atitude que ela tinha diante daquela webcam. Parecia uma boneca falando e eu, que sou afeito a mulheres de voz mais forte, ficava tão cheio de tesão que meu pau doía, e isso só ouvindo Dani falar amenidades. Era interessante a diferença entre telefone e Skype. Era como se fossem duas mulheres completamente distintas. Dani era a típica "moça de família", recatada e de comportamento politicamente correto.

Nesse dia todo azul no Skype, Dani começou a mostrar aqueles seios pequenos de bico duro, passando óleo de amêndoas. Nossa conexão de áudio era ruim, então usávamos o telefone pra falar um com o outro. E aquela voz tão meiga começava a proferir as mais sujas putarias que tinham respostas imediatas de minha parte. E aqueles bicos grandes iam ficando mais rijos e meu pau já pulsava, mas Dani só gostava de vê-lo quando ela pedia. Enquanto ela continuava se banhando de óleo, levei meu notebook pro banheiro e coloquei meu celular em viva-voz. Eu precisava das duas mãos. Me deparei com meu creme de barbear e tive a ideia de usá-lo como um lubrificante. Eu já tinha perdido a cabeça completamente. Nesse momento, Dani já estava se tocando entre as pernas e eu entrei em desespero, pois nunca tinha visto aquela boceta. Joguei um pouco de creme de barbear na minha mão direita e comecei a espalhar pelo meu pau dolorosamente duro e fui lentamente punhetando e dizendo para Dani que estava mais louco do que em qualquer um de nossos encontros virtuais anteriores. Ela disse: "Mostra, amor!". Era essa a senha pra que eu colocasse meu pau diante da câmera. Ela deu um gemido diferente de todos que eu já tinha ouvido dela e de imediato, ficou de joelhos diante de seu notebook e realizou meu sonho. Não tive controle algum de mais nada e gozei na tela do meu laptop, mas gozei estupidamente forte. Enquanto eu desfrutava de um raro tipo de orgasmo, Dani foi começando o dela com aquele gemido melódico que me levava a outras dimensões. Eu me senti um virgem em sua estreia na vida sexual. Foi épico.

Dani e eu ficamos nesses encontros virtuais durante meses, mas a partir de uma certa quinta-feira ela não aparecia mais online no Skype, seu celular nunca mais deu sinal de chamada. Ficou fora de área, fiquei fora de mim, ficamos afastados pra sempre.

Mesa de Bilhar



A primeira cena de sexo explícito que vi na vida era de um casal transando numa mesa de bilhar. Desde então, jogar sinuca me traz essas lembranças e certa vez uma amiga me chamou pra jogar. Convite inusitado pra mim, pois nunca tinha jogado sinuca com uma mulher.
Chegando ao local, os flashes daquele filme pornô atacavam-me a cabeça, mas mantive a pose de bom rapaz. Ela, deliciosa e esperta, seios fartos, veio com um decote que me permitia ver as mamas a cada jogada. Jogamos uma partida de 10, venci as 7 primeiras e depois perdi a concentração.

Breakfast



Sou averso a acordar cedo, mas o convite irresistível de tomar o café da manhã com ela, ali na cama, eu não podia recusar. Pela manhã há uma inspiração diferente, há uma excitação diferente e em meio a pedaços de maçã, suco de laranja, torradas, ela oferecia-me na boca o seu tão cheiroso corpo com pasta de amendoim,  e assim fui abandonando a pequena mesa e me servindo do manjar dos deuses que era Alícia com suas delineadas curvas.

Mordisquei-lhe o seio e num misto de dor e prazer, Alícia inclinava seu corpo para trás, convidando-me ao prato principal daquela prodigiosa manhã. Disse-me para penetrá-la com força pois assim era o jeito que ela gostava. Sou obediente e atendi seu desejo, agradecido por um gemido quase que cantado. Alícia é exageradamente gostosa e safada, e sou afeito a exageros. Ela me leva ao meu limite físico e quer mais, cada vez mais e tamanha safadeza arranca de mim forças que nem sabia que tinha. Depois de me levar a exaustão, ela vai pro banho, me deixa dormir e vai trabalhar. Quando acordo, ao meu lado está uma calcinha cheirando a sexo e um bilhete pedindo pra eu guardar as energias pro jantar. Alícia não tem compaixão de mim. Essa mulher um dia me mata!

Retrato em Branco e Preto



Já conheço os passos dessa estrada...

Conheci Vívian e sua longilínea estrada numa noite transcedental
As delícias de sua carne tenra, de odor convidativo
Ela cantou pra mim aquela música do Chico e do Jobim
Retrato em Branco e Preto
Nua, ali, na cama, com a exatidão de cada nota
Impecável linha melódica, indefectível corpo manuscrito por Deus

E o que é que eu posso contra o encanto?

Dessa mulher que quero tanto
E lembro tanto, tanto
Na sua lourice vívida
Vívian! Eu a vivi, eu e a Vivi
Seu toque além da pele
Seu toque com a voz
Gozo de minha alma

Ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isto é pecado...

Pecado? Isto pra mim é algo sujo
Que remete a rejeitar o que é divino
Vívian é divina, pecado seria rejeitá-la
Não, eu saí dali renovado
Com meu corpo bem marcado
E as lembranças do que hoje é passado
Ah, aquela boca que canta
Beija com fúria e desejo
E dali não quero sair

Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração...

Eu vi a própria Vênus de Milo diante de mim
Esse retrato em branco e preto maltrata meu coração masoquista
Que sente a dor da saudade e da vontade de mais, mais
Vívian, obra prima de Deus
Eu, eternamente grato por transcender os limites do prazer
Minha nudez preferida de sempre
Vívian viverá em mim